_ O que você trouxe para mim? - retruquei.
Ela riu.
_ Eu tenho uma maçã que acha que é uma pera - disse, levantando a fruta. - E um pãozinho que acha que é um gato. E uma alface que pensa que é uma alface.
_ Então, é uma alface esperta.
_ Dificilmente - disse Auri, com uma bufadela delicada. - Por que uma coisa esperta haveria de pensar que é uma alface?
_ Mesmo se ela for uma alface?
_ Especialmente nesse caso. Ser uma alface já é muito ruim. Que coisa terrível também se pensar que é uma alface!
(ROTHFUSS, Patrick. O Temor do Sábio. Arqueiro. 2011. Pg.39)