sábado, 19 de maio de 2012

Alcatrão e estanho (cap. 4)

    _ O que você trouxe para mim? - perguntou.
    _ O que você trouxe para mim? - retruquei.
    Ela riu.
    _ Eu tenho uma maçã que acha que é uma pera - disse, levantando a fruta. - E um pãozinho que acha que é um gato. E uma alface que pensa que é uma alface.
    _ Então, é uma alface esperta.
    _ Dificilmente - disse Auri, com uma bufadela delicada. - Por que uma coisa esperta haveria de pensar que é uma alface?
    _ Mesmo se ela for uma alface?
    _ Especialmente nesse caso. Ser uma alface já é muito ruim. Que coisa terrível também se pensar que é uma alface!


(ROTHFUSS, Patrick. O Temor do Sábio. Arqueiro. 2011. Pg.39)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

(E)

se me pedem poesia, (dou, porém) me canso.
Uma rosa para o casal. Um amendoim para os amigos. Dois versos pro estranho. Vinte palavras pro irmão.
[porque]
Encaixar verbetes, estudar sonoridades, avaliar significados, emprenhar sentidos.
[Transformar o óbvio no que ele já é.]

O problema está nos olhos, não na boca.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Antecipation

Something's wrong. Feel it creeping underneath your skin, like a cold, whispering... nothing but wait.

sábado, 31 de março de 2012

à luz amarelenta

Deixou de existir um pouco mais. Se..., notaria os contornos tornando-se translúcidos. Se, Mas a noite prega peças.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Almost again

Almost doing things we used to do
There's a girl, I'm almost her.
All the things my eyes once promised, you see in hers too.
Now my eyes...
She's almost me. (Only better).

quinta-feira, 15 de março de 2012

Caminho da Roça

O caminho é longo e triste, todos eles são. O da Roça não é mais nem menos, um dentre tantos, e também tem uma história. Curta e simples. Tanto melhor quanto pior. No entanto, quando todo movimento dista e o vento apenas resta, o Caminho é o único que se sabe. E ele não se ofende. Porque nem sempre foi caminho... nem sempre foi da roça. E, no fim, a sua história nunca foi dar em lugar algum.